 |
o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.
nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.
em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.
outros blogs
breve-brevíssimo
boulevard des capucines
cinismo cotidiano
depósito
diário de olinda
diário do porto
me exorcisa
pingüim de cócoras
sagomadarrea
subverso
a vida en-cena
yudsen
mais recentes
Os Sertões – A Luta II, do des-massacre ao reinício
O maior amor do mundo
Comportamento Despropositado
Das pessoas que têm medo de voar
Máquinas incríveis (que não existem)
Os Sertões - A Luta I
Medusa de Rayban
O Assalto - 2
O Assalto
Susana Vieira está no Conta Aí!
arquivos
junho 2005 julho 2005 agosto 2005 setembro 2005 fevereiro 2006 março 2006 abril 2006 maio 2006 junho 2006 julho 2006 agosto 2006 setembro 2006 outubro 2006 novembro 2006 dezembro 2006 janeiro 2007 fevereiro 2007 março 2007 abril 2007 maio 2007 agosto 2007 setembro 2007 outubro 2007 novembro 2007 dezembro 2007 janeiro 2008 fevereiro 2008 março 2008 abril 2008 maio 2008 junho 2008
|
|
|
| |
|
domingo, 17 de setembro de 2006
Prometo que é o último!!!
Apenas aproveitando para postar aqui a versão integral de um texto meu que foi publicado no site de cultura da Faculdade Cásper Líbero. E prometo que este é o meu último post sobre a peça Os Sertões (afinal, é o sexto em um mês). Atuar pra poder voar Por Maurício Alcântara, do grupo de teatro Sagomadarrea Está chegando a primavera. Na Grécia antiga, este era o momento de realizar grandes festas de celebração a Dionísio, deus do vinho e protetor do teatro. Graças a algumas das melhores companhias teatrais de São Paulo, aqui não é muito diferente, e um dos lugares onde estas festas já começaram é Teatro Oficina, ilha de resistência cultural em um quarteirão onde o Grupo Silvio Santos deseja construir um shopping center. No dia 14 de agosto o edifício projetado por Lina Bo Bardi completava 45 anos. O público se aglomerava na porta aguardando o início do espetáculo, quando foi surpreendida por um elenco gigantesco que abria as imensas portas, vinha até a rua com sua batucada catártica, cantando e chamando a todos para entrarem juntos e dançando. Tratava-se do início de "Os Sertões: A Terra", primeira das cinco partes que compõem a adaptação do livro de Euclides da Cunha para o palco. Ou melhor, para o palco não: para o terreiro eletrônico do Oficina. Mais que isso, era a abertura de uma temporada histórica: após seis anos de trabalho árduo, temporadas lotadas e muito sucesso, pela primeira vez entram em cartaz ao mesmo tempo todos os cinco espetáculos. Talvez eu devesse ter escrito este texto sobre Os Sertões quando o projeto foi iniciado, há seis anos. Talvez a esta altura falar da obra, do trabalho do Oficina e sobretudo da genialidade de José Celso Martinez Corrêa seja chover no molhado. Mas o fato é que estou deslumbrado o suficiente para ignorar tudo isso e recomendar fortemente um espetáculo tão grandioso e empolgante. Além disso, este é o melhor momento para acompanhar a saga de Antônio Conselheiro e da guerra de Canudos: não será preciso aguardar um ano para assistir à próxima parte. Mas para não ser pego de surpresa, quem quiser assistir à hipnotizante montagem precisa esquecer todos os conceitos e referenciais de teatro que já viu na vida. Absolutamente nada do que acontece lá dentro é convencional, até as horas passam de maneira diferente. Esqueça as cadeiras acolchoadas, lugares numerados, palcos italianos. Use tênis, roupas confortáveis e de preferência não muito novas, pois há chances de você se sujar ou se molhar. Não conte com a tradicional e paulistana pizza pós-teatro, porque você vai sair no meio da madrugada e já estará tudo fechado. E o principal: vá preparado para interagir com os atores o tempo todo. E não tenha medo: eles até mordem, mas não machucam ninguém. Certamente essa descrição é apavorante para a maioria das pessoas que não está acostumada com um teatro tão vanguardista - eu mesmo demorei para assistir ao primeiro espetáculo por puro receio. Mas quem vencer este medo e ousar pisar naquela passarela ao menos uma vez, certamente ficará enfeitiçado por aquele mundo catártico e orgiástico, e vai querer voltar para ver todas as cinco peças - talvez até mais de uma vez. Basta entrar de coração aberto e se entregar para aquele teatro visceral, e com certeza vai sair caminhando nas nuvens. Leia também meus textos para cada uma das partes da peça: Os Sertões - A TerraOs Sertões - O Homem IOs Sertões - O Homem IIOs Sertões - A Luta IOs Sertões - A Luta II
Comentários:
Que chique, hein.. rs
|
|