Confesso que Xuxa me dá medo. Ela e suas crianças com sotaque carioca mais forte que o necessário. Nada contra os cariocas, que fique claro. Xuxa tem um programa infantil com seu nome e, nele, um quadro chamado "Conta Aí!", onde a apresentadora e seus baixinhos entrevistam personalidades. Nesta semana, nossa eterna musa, Suzy, foi à
sabatina.
X: Olhando umas fotos tuas... Tu parecia a tua mãe.
S: Ai, mas acho que todo mundo...
X: Não, você tava mais gorda. Tu parecia a tua irmã.
S: Se você analisar os quadros do Botticelli, as mulheres são gordas.
X: E você perdeu quilos e quilos e mantém essas coxas duras.
S: Eu faço acadimia (sic), mas eu tinha pavor de acadimia (sic).
X: Tu é barraqueira?
S: Ah, sou!
C: Que animal você mais gosta?
X: Ela é cachorreira.
S: Eu tô fazendo uma peça de Clarice Lispector, uma escritora brasileira que morreu há muito tempo mas é profunda. E ela fala de formigas e eu comecei a perceber que as formigas têm uma vida igual à nossa!

Aprendemos que ela gostava de brincar de professora e de fazer "esportes radicais". Suzy também nos traz ensinamentos.
Existe um grande mito sobre beijar na televisão. (...) Chega em casa o seu marido diz "que beijo técnico o cacete!". (...) A primeira vez que você entra no estúdio, por mais que você tenha muitos anos de contracenar com Zé Mayer, Zé Wilker, você fica sem graça... (...) O beijar bem é só quando tem afeto. Quer dizer, quando você beija outra pessoa e tem afeto, isso é, se tem química, isso é beijar bem.
Seu problema foi aparentemente ter confundido Botero com Botticelli.