o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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sexta-feira, 1 de setembro de 2006
Como chegamos aqui?
Marcelo Tas é um cara sensacional e que definitivamente merece o adjetivo multimídia. Entre seus personagens mais ilustres está o irreverente repórter Ernesto Varela, que surgiu nos anos 80 entrevistando personalidades e anônimos. Ao contrário do que hoje faz o pessoal do Pânico, sua abordagem é séria. Isso faz com que, por um instante, as pessoas acreditem que é um repórter sério como qualquer outro (mesmo apesar dos óculos vermelhos). Mas então seu estilo meio cínico e meio ingênuo prova que ele definitivamente não é um repórter qualquer: não é todo mundo que faz perguntas desconcertantes e inesperadas como as que ele faz. Não é todo mundo que deixa as pessoas sem resposta e tampouco é todo mundo que consegue tirar respostas tão reveladoras de seus entrevistados. E é pela ótica deste personagem que o espetáculo-palestra A História do Brasil segundo Ernesto Varela - Como chegamos aqui?, em cartaz no teatro Tucarena conta a história de nosso país e nos mostra alguns dos personagens que hoje desfilam nos horários eleitorais gratuitos, entre vários outros personagens ilustres ou anônimos.

Particularmente, eu achei que o espetáculo em si é muito interessante, muito bom mesmo, mas não sei se valem os 30 reais do ingresso (sem contar os abusivos 5 reais de taxa de conveniência pela compra por telefone). Não que eu esteja questionando a qualidade do trabalho de Marcelo Tas, que é fenomenal, mas saí um pouco frustrado, com vontade de ter visto mais. Ou ao menos um pouco mais de Ernesto Varela no palco, e não somente nas projeções. A interatividade proposta pelo espetáculo é bastante subexplorada, e se esta fosse suprimida, talvez o projeto resultasse em um filme em vez de uma peça teatral. Aí sim, no cinema, funcionaria bem melhor. Mas como o Tas é um cara multimídia e trata-se de um espetáculo interativo, uma boa alternativa pra não pagar o valor do ingresso é acompanhá-lo ao vivo gratuitamente através da internet pelo site oficial do projeto. Mas claro que ao vivo sempre é bem mais legal...
Maurício Alcântara | 17:19

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