Mais um filme da recente safra de peças teatrais adaptadas para o cinema, baseado no texto de David Auburn ganhador do Pulitzer de 2001. Conta a história de Catherine, uma jovem matemática filha de um gênio também matemático, e que abdica de sua promissora carreira para cuidar do pai após sua loucura. Três anos depois, com a morte de seu pai, ela sente que a semelhança entre eles vai além da profissão: ela acredita ter herdado a doença.
No dia após o enterro, atordoada pela presença insuportável da irmã e apaixonada por um jovem professor discípulo de seu pai, ela faz uma revelação: um estudo brilhante que comprova alguma coisa que os matemáticos do mundo todo buscavam comprovar há muito tempo (alguma coisa a ver com números primos, aqueles que eu nem lembrava que existiam). Porém, Catherine está confusa demais com a perda recente e com a suposta doença para conseguir se lembrar claramente se tal prova foi escrita por ela ou por seu pai.
O texto em si é fortíssimo, riquíssimo. Mas se perde com a adaptação para o cinema, basicamente pelo uso excessivo de flashbacks, recursos extremamente elegantes no teatro, no cinema ficam confusos e cansativos. Mas apesar disso, ainda sim trata-se de um grande filme.