o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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sábado, 2 de setembro de 2006
Economia também é cultura
Estréia na próxima quinta-feira a nova produção de Cacá Diegues, "O maior amor do mundo", com José Wilker e grande elenco. A sinopse diz que é mais um filme como os outros que têm histórias de amor ambientadas no Rio de Janeiro e conta com música de Chico Buarque na trilha sonora. Não sei se vou assisti-lo, mas o ponto aqui é outro.

A ficha técnica traz um nome estranho na co-produção: RB Cinema I Funcine. Trata-se de um fundo de investimentos gerido pela Rio Bravo Investimentos, pelo BNDES e pela Aracruz Celulose. Com isso, "O maior amor do mundo" é o primeiro filme financiado por esse fundo criado de acordo com as regras do Funcine - Fundo de Investimento da Indústria Cinematográfica Nacional.

O Funcine foi criado na Medida Provisória 2228/01 e implementado por uma instrução normativa da Ancine. As instituições financeiras podem criar fundos para captar o dinheiro de acordo com as regras e sob fiscalização da CVM. Além da nova produção do Cacá Diegues, estão sendo feitos com o dinheiro do RB Cinema I: "Querô", de Carlos Cortez, e "O dia em que meus pais saíram de férias", de Cao Hamburger.

(Errata: o nome correto do filme de Cao Hamburger é "O ano em que meus pais saíram de férias". Na verdade era para se chamar "Minha vida de goleiro", mas acharam que esse título espantaria o público feminino. Controvérsias à parte, tem uma resenha aqui.)

Na verdade, o RB Cinema I é o primeiro a ter investido na produção de uma obra. Sei que a BB DTVM tem um chamado BB Cine Produção e Distribuição que captou 2,4 milhões de reais no ano passado e atuou na distribuição de "Cabra cega", "O coronel e o lobisomem" e "Irma Vap". O Banco Bonsucesso lançará o seu em 2007, mas não encontrei muitas informações. Os recursos conseguidos através de um Funcine também podem entrar na reforma e construção de salas de exibição.

Não é uma idéia necessariamente nova. Em 2004 investidores puderam comprar cotas de dois mil reais do filme "A justiça dos homens", de Cris D'Amato, e que começou a ser rodado agora em Macaé com o ator Eduardo Moscovis. Foram distribuídas duzentas delas e o resultado infelizmente foi desanimador.

Enquanto isso, na Argentina, o milionário Eduardo Constantini Jr., colecionador, cinéfilo e dono do fantástico Malba (Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires) associou-se aos ex-donos da Miramax para criar um fundo com o mesmo objetivo. O capital é de cinqüenta milhões de dólares e será usado no financiamento de catorze longas produzidos na América Latina.

Acho genial, pois desde tempos imemoriais os mercados são uma ótima alternativa na arrecadação de dinheiro. Alguém pode reclamar e dizer que os fundos só participarão daquilo que certamente dará lucro, mas esse é o preço. Ninguém investe para perder.
Elder Costa | 16:30

Comentários:
Ei, onde vc estava? Não foi na peça pq?
Perdeu o bjaço...rs td bem q perdi tb, mas verei novamente essa parte da peça mais pra frente...rs

bjos!
Anonymous Anônimo | 03 setembro, 2006 17:24  
nossa, fabi, tava morrendo. na verdade, tô morrendo até agora... maldita saúde que me faz perder essas coisa orgiásticas. :-)
Anonymous Anônimo | 03 setembro, 2006 22:26  
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