o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

outros blogs
breve-brevíssimo
boulevard des capucines
cinismo cotidiano
depósito
diário de olinda
diário do porto
me exorcisa
pingüim de cócoras
sagomadarrea
subverso
a vida en-cena
yudsen

mais recentes
O Assalto
Susana Vieira está no Conta Aí!
Pausa para reflexão
Diálogos do Cotidiano
Os Sertões - O Homem II, da re-volta ao trans-homem
Economia também é cultura
Sua excelência, o candidato
Como chegamos aqui?
Top Five
Se você está errado, eu estou certo

arquivos
junho 2005
julho 2005
agosto 2005
setembro 2005
fevereiro 2006
março 2006
abril 2006
maio 2006
junho 2006
julho 2006
agosto 2006
setembro 2006
outubro 2006
novembro 2006
dezembro 2006
janeiro 2007
fevereiro 2007
março 2007
abril 2007
maio 2007
agosto 2007
setembro 2007
outubro 2007
novembro 2007
dezembro 2007
janeiro 2008
fevereiro 2008
março 2008
abril 2008
maio 2008
junho 2008

 
sábado, 9 de setembro de 2006
O Assalto - 2
Talvez seja um pouquinho de mais do mesmo. Ia comentar o post abaixo com minhas impressões da peça mas vi que seria um comentário maior que o recomendável. Decidi postá-lo também.

Tenho preconceito com obras críticas. Geralmente elas são vazias, sensacionalistas e ignoram completamente aquilo que não as interessa. Fui ver "O Assalto" por curiosidade, não sabia que se tratava de uma crítica e apenas li que tinha sido censurada. Pensei que os moralistas da ditadura não gostaram do texto por ele tratar de uma relação homossexual. Ah, o que seria da gente sem as sinopses?

Fiquei bastante surpreso logo no começo. Iniciei minha auto-defesa -- pois não gosto muito de críticas, já disse -- e continuei a acompanhar as duas ótimas atuações. Em certo momento percebi que não era uma crítica como as outras, mas bem feita. A opção sexual do personagem não era um fim, mas um meio para ele chegar às suas reflexões sobre o mundo e as pessoas.

Ele já tinha um álibi: sua profissão estressante, estéril, inútil e repetitiva. Os agravantes eram seu chefe e sua solidão. O autor aproveita e atira para quase todo lado usando também o outro personagem, por vezes quase caricatural.

Durante a apresentação pensei em algo que, na verdade, é recorrente nas minhas divagações há tempos e foi mostrado ali com bastante verdade. Falo da mediocridade geral das pessoas. Todos estão conformados com suas situações, por piores que sejam, ou, no máximo, esboçam algum chateamento.

São as pessoas que reclamam dos juros do financiamento mas continuam consumindo inutilidades, as que nunca têm dinheiro mas não analisam seu orçamento, as que não têm tempo para a família e os amigos mas que se dão de corpo e alma para o trabalho.

Claro que são também a classe média pensante, leitora de revistas semanais e que faz o "grito dos incluídos" em Ipanema para protestar, no Sete de Setembro, contra essa violência que massacra o circuito Leblon-Copacabana.

(O grito em questão foi organizado por um distinto empresário que teve seu carro roubado na Linha Vermelha, no Rio. "Uma de suas propostas é criar um conselho de representantes da sociedade para agir em questões como a violência", diz a reportagem. Cerca de trezentas pessoas compareceram ao encontro.)

José Vicente escreveu a peça em 1969, aos vinte e dois anos, e ela, mesmo sem o fator militar, continua atualíssima.
Elder Costa | 00:38

Comentários:
Postar um comentário