o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

outros blogs
breve-brevíssimo
boulevard des capucines
cinismo cotidiano
depósito
diário de olinda
diário do porto
me exorcisa
pingüim de cócoras
sagomadarrea
subverso
a vida en-cena
yudsen

mais recentes
Máquinas incríveis (que não existem)
Os Sertões - A Luta I
Medusa de Rayban
O Assalto - 2
O Assalto
Susana Vieira está no Conta Aí!
Pausa para reflexão
Diálogos do Cotidiano
Os Sertões - O Homem II, da re-volta ao trans-homem
Economia também é cultura

arquivos
junho 2005
julho 2005
agosto 2005
setembro 2005
fevereiro 2006
março 2006
abril 2006
maio 2006
junho 2006
julho 2006
agosto 2006
setembro 2006
outubro 2006
novembro 2006
dezembro 2006
janeiro 2007
fevereiro 2007
março 2007
abril 2007
maio 2007
agosto 2007
setembro 2007
outubro 2007
novembro 2007
dezembro 2007
janeiro 2008
fevereiro 2008
março 2008
abril 2008
maio 2008
junho 2008

 
terça-feira, 12 de setembro de 2006
Das pessoas que têm medo de voar

O Boeing 747 foi um marco na história da aviação. Encomendado pela PanAm, foi, no seu lançamento em 1970, o maior do mundo. A companhia americana percebeu certa demanda por vôos transatlânticos e a melhor forma de diminuir os custos era levando o máximo de pessoas ao mesmo tempo. No Jumbo podiam voar, juntos, até 524 passageiros. Além disso, era mais econômico e conseguia ir de Nova York até Hong Kong sem escalas.

Ainda hoje há aeronaves desse tipo em uso, mas ela perdeu seu posto de maior do mundo para o Airbus A380, aquele que foi testado com passageiros pela primeira vez na semana passada. Há dois 747 muito conhecidos: o Air Force One (avião do presidente dos Estados Unidos) e um que está cheio de... cobras.

"Serpentes a bordo" é um dos melhores filmes do ano. É uma pena que o nome não tenha sido traduzido ao pé da letra, pois "Snakes on a plane" é um título muito mais legal. O filme, logicamente, trata de cobras... num avião.


Mote: surfista vive sua vidinha pacata no Havaí até que, sem querer, testemunha um crime. Samuel L. Jackson o leva até Los Angeles para depor. O cara mau que matou o outro decide tirar a vida de nosso incauto jovem bronzeado e, para isso, coloca cobras... num avião. Elas são venenosas e estão muito, muito nervosas.

Essa história é toda explicada nos vinte minutos iniciais, que demoram uma eternidade. Nós queremos dentes fincados no pescoço! Ei, no pescoço? Sim, porque as cobras aqui pulam direto na jugular, como se fossem pitbulls. Elas também atacam outras partes do corpo, algumas dessas sendo consideradas bastante sensíveis.

As cobras surgem de todos os lugares: vêm pelo chão, caem do teto, sobem pela privada. Os passageiros esterotipados estão todos lá e sofrerão juntos o pânico de ficarem confinados num 747 durante cinco horas -- com esses belos animais. Ainda sobra espaço no roteiro para o surgimento de um romance. É a produção mais trash do ano, com certeza, e traz duas das melhores frases de todos os tempos:

"Enough is enough! I have had it with these motherfucking snakes on this motherfucking plane!", Samuel L. Jackson

"Eu não acredito que vou dizer isso. Alguém aqui sabe pilotar?", comissária desesperada
Essas são apenas um pequeno exemplo, pois no filme tem muito mais. Senhor Jackson está em ótima forma fazendo o papel dele mesmo, todos os personagens são incrivelmente ruins, a trilha é horrível e o roteiro é péssimo. Apesar de tudo é uma maravilha, minha gente, uma maravilha!
Elder Costa | 23:22

Comentários:
esse texto faltou mandar aquela:
"uma DELICIOSA comédia" dos criticos cools para as coisas bobas porém boas. Sabe?
Anonymous Anônimo | 13 setembro, 2006 10:55  
doze sigmas: seis na ida e seis na volta. mas não é o suficiente pra manter as cobras dentro dum caixote.
Anonymous Anônimo | 13 setembro, 2006 16:39  
Essa piada é minha, em momento de embriaguez. É bom sempre registrar.
Blogger Maurício Alcântara | 13 setembro, 2006 21:27  
poopoopoopoopooppoopopopopopopop
Anonymous Anônimo | 16 setembro, 2006 15:44  
Postar um comentário