o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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domingo, 10 de setembro de 2006
Medusa de Rayban
Terça-feira fui assistir à peça Medusa de Rayban, escrita por Mário Bortolotto, montada pelo grupo Teatro da Curva e que está em cartaz lá no Espaço dos Satyros Um. Bem, na minha opinião a peça não é das melhores de Bortolotto, mas é possível se divertir bastante durante a apreentação. Mas para isso, é importante conhecer um pouco o trabalho do Mário.

O cara é dramaturgo e fundador da companhia Cemitério de Automóveis, e já deve ter mais de 50 peças escritas. Quase todas (senão todas) se referem a personagens e situações do submundo, "underground". Suas referências são basicamente histórias em quadrinhos, cinema alternativo, escritores “malditos” e muita música.

Suas montagens possuem produções minimalistas, em que a força está toda no texto, com apoio de trilha sonora e iluminação, mas com pouquíssima cenografia, pouquíssimo figurino e nenhuma firula. O elenco do Cemitério é bastante irregular: vai desde a impecável e fantástica Fernanda D’Umbra (que é casada com Bortolotto) até atores bem fracos movidos pela pura vontade de participar (passando, claro, pelo próprio Bortolotto, que como ator é um ótimo dramaturgo, hehehe).

Quem lê esta descrição fica imaginando que o Cemitério de Automóveis é uma companhia bem esquisita, e realmente é. Assistir a um espetáculo deles é sempre uma caixinha de surpresa: você pode sair do teatro tendo gostado do que viu, como pode sair tendo odiado. E sempre vai ter quem goste e quem odeie. Particularmente, gosto bastante da linguagem deles. Mas há uma coisa que é bastante peculiar: normalmente, são pouquíssimas companhias que conseguem trabalhar bem com os textos de Bortolotto.

Voltando à Medusa, o Teatro da Curva se deu bem com o texto, que fala basicamente sobre o universo dos matadores de aluguel e faz uma analogia bem-humorada da violência na nossa sociedade do espetáculo. O resultado final ficou bem bacana, sobretudo graças às boas atuações e à ótima apropriação do texto, que como comentei, definitivamete não é dos melhores de Bortolotto. Mas como na maioria de suas peças, o charme está nos personagens e nas pequenas sacadinhas do dramaturgo.

Resumindo, não é daquelas peças que se saia do teatro recomendando aos amigos, afinal as chances das pessoas saírem do teatro achando uma bomba são muito grandes. Mas há também o caso do expectador entrar no universo do texto, como eu fiz. Neste caso, há grande probabilidade de se divertir bastante.
Maurício Alcântara | 12:30

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