o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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sábado, 16 de setembro de 2006
Os Sertões – A Luta II, do des-massacre ao reinício
Tudo o que começa tem que acabar, bem ou mal. No caso da grandiosa empreitada épica do Teatro Oficina, acaba muito bem com a última parte de A Luta. A peça mais uma vez começou na rua, parando carros, criando um tenso clima de protesto, tornando a rua Jaceguai uma alusão à rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro. A fantástica e provocante entrada do público, organizada por um exército hostil, transbordava o ufanismo e militarismo da república. Já lá dentro, acompanhamos todos os movimentos da quarta expedição do exército brasileiro, que massacrou a população sertaneja de Canudos, sempre sustentando a metáfora entre o fato histórico e a guerra que o grupo trava há 25 anos contra o Grupo Silvio Santos, que quer construir no entorno do teatro um shopping center em vez do teatro de estádio projetado originalmente.

O espetáculo é mais denso do que os demais, o que o deixa um pouco mais cansativo. Há menos interações com o público, e estas são menos intensas. Assim como também foi em A Luta I. Mas a produção d’A Luta II é a mais rica de todas, com efeitos visuais inteligentíssimos e cenas esteticamente fabulosas, e o triste final encerra o ciclo com muita beleza e lirismo. E a platéia extremamente reduzida em comparação às apresentações anteriores ainda ajudou a deixar o ambiente ainda mais melancólico.

E não tem como terminar essa maratona sem fazer um balanço. Para mim, que vi pela primeira vez cada um dos espetáculos em seqüência, foi um mês mágico. Foram 5 espetáculos, 125 reais gastos com ingressos e estacionamento, e um total de 27 horas de peça. Mas o que mais valeu foi a experiência inigualável de, todas as semanas, exorcisar todos os problemas e preocupações e mergulhar de cabeça no mundo dionisíaco e orgiástico regido com brilhantismo por José Celso Martinez Corrêa. E a cada semana, uma ansiedade ainda maior para voltar lá no terreiro eletrônico do Oficina e ver a continuação da história.

E agora que o ciclo termina, como o próprio subtítulo da peça diz, chega a hora do reinício. Considerando que todos os espetáculos ficarão em cartaz até o fim do ano, certamente em breve estarei mais uma vez diante daquele grande portão de ferro sendo recebido pelo grande elenco que sairá cantando cartarticamente.
Maurício Alcântara | 20:30

Comentários:
Acho q preciso ver novamente as duas partes do Homem....rs

bj
Anonymous Anônimo | 16 setembro, 2006 23:28  
Ontem bateu uma tristezazinha de acabou... Agora só resta rever, com um novo espírito.
Blogger Leca | 18 setembro, 2006 00:21  
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