o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

outros blogs
breve-brevíssimo
boulevard des capucines
cinismo cotidiano
depósito
diário de olinda
diário do porto
me exorcisa
pingüim de cócoras
sagomadarrea
subverso
a vida en-cena
yudsen

mais recentes
Babel
O ano em que meus pais saíram de férias
Volver
Mesmo festival, dois anos atrás
Mais do Tim Festival 2006
Daft Punk - Tim Festival 2006
Barulhinho Bom
O labirinto do fauno
Indisponível
Outros filmes deste sábado

arquivos
junho 2005
julho 2005
agosto 2005
setembro 2005
fevereiro 2006
março 2006
abril 2006
maio 2006
junho 2006
julho 2006
agosto 2006
setembro 2006
outubro 2006
novembro 2006
dezembro 2006
janeiro 2007
fevereiro 2007
março 2007
abril 2007
maio 2007
agosto 2007
setembro 2007
outubro 2007
novembro 2007
dezembro 2007
janeiro 2008
fevereiro 2008
março 2008
abril 2008
maio 2008
junho 2008

 
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
Poderia ser um filme
Uma da manhã de sexta-feira. Uma pequena multidão se aglomerava em frente ao Teatro Oficina aguardando o final da peça, para que se iniciasse o cortejo que iria dali até o Espaço dos Satyros, onde o diretor José Celso Martinez Corrêa seria homenageado. Em meio à multidão, uma carruagem e cavalos.

As portas do teatro se abriram revelando a cena final de “Os Sertões – O Homem I”, em que elenco e público brincavam de roda cantando Ciranda Cirandinha. O elenco fazia gestos chamando a todos que estavam na rua para entrarem e participarem da cena. Após isso, iniciou-se o cortejo.

À frente ia uma das atrizes do Oficina montada em um cavalo branco, vestindo apenas uma capa preta que escondia parcialmente seu corpo exuberante. Logo em seguida, a carruagem que levava Zé Celso acompanhado dos personagens libertinos de “Os 120 dias de Sodoma”. E em seguida, uma pequena multidão que cantava e dançava incansavelmente.

No meio do caminho, uma parada, a pedido de Zé Celso, pois Catarina precisava ir junto. Então Zé desce da carruagem, e a multidão começa a chamar por Catarina incansavelmente (possivelmente ninguém ali fazia a menor idéia de quem fosse Catarina). Algumas pessoas, desentendidas, apareceram nas sacadas para entender o que acontecia, quando Zé lançava: “A Catarina não está, ela está na peça... vamos embora!”. E a caravana continuou caminho afora pelo centro de São Paulo.

Ao chegar na praça Roosevelt, em vez de entrar diretamente em direção ao destino, o cortejo deu uma volta no quarteirão. A esta altura, a amazona que ia à frente já estava totalmente nua, montada em seu cavalo branco e descendo a rua da Consolação, virando na praça Roosevelt onde uma outra multidão aguardava ansiosamente pela caravana cantante que chegava.
Maurício Alcântara | 14:16

Comentários:
Ah! Eu adoro carruagens... E com a turma do Oficina, então...
Anonymous Anônimo | 03 novembro, 2006 15:04  
foi a coisa mais linda do mundo!
Anonymous Anônimo | 04 novembro, 2006 13:14  
Postar um comentário