Há algum tempo fiquei meio enjoado do mundo de Pedro Almodóvar. Todas aquelas cores e travestis me deixaram entediado. Uma mudança aconteceu neste novo "Volver", muito melhor e menos afetado que seu antecessor.
Como o nome diz, é uma história de retornos: da volta do mundo dos mortos e da volta à vida normal depois de traumas. Bem menos bizarro que a média almodovariana e mais engraçado, o filme é envolvente e cheio de subplots e reviravoltas. Começa pouco colorido e vai ficando cada vez mais conforme os segredos vão sendo revelados.
As mulheres, claro, são o foco. Elas são mostradas com seus problemas e o trabalho duro para resolvê-los. Sozinhas, passam por cima de tudo numa atitude quase "não precisamos dos homens", seja num enterro bastante simbólico ou na abertura de um novo restaurante. Muito bom.