o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

outros blogs
breve-brevíssimo
boulevard des capucines
cinismo cotidiano
depósito
diário de olinda
diário do porto
me exorcisa
pingüim de cócoras
sagomadarrea
subverso
a vida en-cena
yudsen

mais recentes
Inocência
Coleções
O Avarento
Reparação
Dois comentários
O Quarto de Isabella
Coletivo lê a imprensa
Intervenções
Brancura insondável
Diálogos do Cotidiano

arquivos
junho 2005
julho 2005
agosto 2005
setembro 2005
fevereiro 2006
março 2006
abril 2006
maio 2006
junho 2006
julho 2006
agosto 2006
setembro 2006
outubro 2006
novembro 2006
dezembro 2006
janeiro 2007
fevereiro 2007
março 2007
abril 2007
maio 2007
agosto 2007
setembro 2007
outubro 2007
novembro 2007
dezembro 2007
janeiro 2008
fevereiro 2008
março 2008
abril 2008
maio 2008
junho 2008

 
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Aquela velha discussão
A Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) anunciou que iniciará processos contra vinte usuários brasileiros de softwares para troca de arquivos. A ofensiva mundial começou na Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). "Queremos combater o roubo do direito autoral e promover o legítimo uso da música pela internet", disse seu presidente, John Kennedy.

Paulo Rosa, diretor da ABPD, contou que a intenção é educar pais e filhos sobre a pirataria de música na internet. "As pessoas têm que entender o que é direito à propriedade. Não vejo diferença entre a pessoa que troca arquivos gratuitamente pela internet e outra que entra numa loja e rouba um CD", falou Kennedy. Pelo jeito, o objetivo é educar mesmo, já que as pessoas "têm que entender o que é direito à propriedade". Somos todos uns ignorantes e ladrões.

O faturamento das gravadoras brasileiras caiu pela metade desde 2000, segundo a IFPI. Rosa explicou que o aumento das vendas de computadores e o crescimento do acesso à internet por banda larga contribuem para o fato. Provavelmente ele também acha que uma solução eficiente é a proibição do uso de computadores.

Agora a IFPI quer que os usuários baixem suas músicas apenas através dos 350 sites considerados legítimos, sendo que dez deles atuam no Brasil. Engraçado. Há alguns anos a mesma IFPI dizia que baixar as canções era um crime, que a única forma legal de se conseguir as faixas seria comprando o CD etc. Os tempos, pelo jeito, mudaram.

É fato sabido que os artistas não ganham tanto com as vendas de CDs. O faturamento fica, em sua maior parte, nas gravadoras e os músicos levam a grana quando fazem shows. Portanto podemos considerar falácia a idéia de que comprando música legalizada nós estamos ajudando o artista. Isso só é verdadeiro quando vamos ao show do cara.

Você pode se perguntar sobre as pessoas que trabalham na produção dos discos. Eu respondo que eles encontram trabalho também quando o artista produz um CD de forma independente. Ou posso mudar o discurso fazendo outra pergunta: o que aconteceu com os trabalhadores das fábricas de vinil? Ah, foi a evolução tecnológica, não é mesmo?

Parece ser muito difícil para as gravadoras entenderem que seu modelo ficou pra trás. As pessoas não querem ser obrigadas a levar dez músicas que não são de seu interesse para ficar com apenas duas ou três que acham boas. Antes isso não era claro pois não existia outra opção e, veja só, tudo era ótimo. Não era? Talvez para aqueles que tinham dinheiro para comprar os CDs.

Outro ponto interessante a se discutir é a influência que a distribuição de música na internet teve para a divulgação dos artistas. Hoje conheço muito, muito mais bandas que há anos atrás. Sem o MP3 eu jamais teria ouvido metade dos produtores de música eletrônica que ouço. Talvez ficasse à mercê dos gostos (bastante duvidosos) das gravadoras. E talvez seja isso mesmo que elas sempre tenham defendido.
Elder Costa | 00:55

Comentários:
Há uma iniciativa online me reação às medidas da indústria fonográfica contra os usuários no Brasil. Há um abaixo assinado online no site www.direitodeacesso.org.br. Assinem!
Anonymous Anônimo | 19 outubro, 2006 10:44  
Postar um comentário