o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

outros blogs
breve-brevíssimo
boulevard des capucines
cinismo cotidiano
depósito
diário de olinda
diário do porto
me exorcisa
pingüim de cócoras
sagomadarrea
subverso
a vida en-cena
yudsen

mais recentes
Diálogos do Cotidiano
Maravilhas da Humanidade
Diálogos do Cotidiano
Sai Aninha, entra Gabi
Mundinho
Eles usavam All Star
Biblioteca Básica
We're gonna burn this city
Prometo que é o último!!!
Os Sertões – A Luta II, do des-massacre ao reinício

arquivos
junho 2005
julho 2005
agosto 2005
setembro 2005
fevereiro 2006
março 2006
abril 2006
maio 2006
junho 2006
julho 2006
agosto 2006
setembro 2006
outubro 2006
novembro 2006
dezembro 2006
janeiro 2007
fevereiro 2007
março 2007
abril 2007
maio 2007
agosto 2007
setembro 2007
outubro 2007
novembro 2007
dezembro 2007
janeiro 2008
fevereiro 2008
março 2008
abril 2008
maio 2008
junho 2008

 
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Brancura insondável
No começo do mês, uma notícia chamou a atenção dos que se interessam por cinema e/ou literatura: Fernando Meirelles, diretor de "Cidade de Deus" e "O jardineiro fiel", foi escolhido pela produtora inglesa Potboiler Productions para dirigir "Blindness", que no título original é "Ensaio sobre a cegueira". Sim, a adaptação do livro escrito por José Saramago, o simpático senhor abaixo.


Meirelles, que tem um trabalho honesto como diretor, já era interessado pelo texto há tempos e havia tentado adquirir os direitos em 1997. Naquele ano Saramago disse que seria difícil transformar em imagens uma história sobre cegueira. Esse é o ponto.

Se eu apenas recontar a história, se transformar os cegos em zumbis, o longa será um erro, vai soar como um filme de gênero, de terror ou de ação, com um subenredo de vingança, o que seria uma desculpa para violência gráfica, como em muitos filmes americanos. Isto não seria fiel à obra. O tema essencial do livro é a dignidade humana. E como os artifícios para mantê-la, na nossa sociedade, são frágeis.
Adaptá-la será uma tarefa bastante difícil. Como trazer para a tela do cinema todas as sensações que o livro traz? Mostrar os cegos caminhando pelas ruas como se fossem zumbis realmente não deverá ser uma opção. Tampouco acredito que seja interessante encher nossa visão com imagens brancas (uma "brancura insondável", segundo o narrador) para imitar a doença que acomete as pessoas da cidade.

Foi o primeiro livro do Saramago que li, com certeza por também ser o mais popular. No começo fiquei um pouco incomodado com seus longos parágrafos mas rapidamente me acostumei e não conseguia mais largá-lo. Vou confiar no trabalho do Fernando Meirelles e em 2008 espero assistir a algo tão bom quanto aquilo que pude ler no texto impresso.
Elder Costa | 19:24

Comentários:
Who knows where to download XRumer 5.0 Palladium?
Help, please. All recommend this program to effectively advertise on the Internet, this is the best program!
Anonymous Anônimo | 18 novembro, 2009 10:46  
Postar um comentário