o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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domingo, 17 de setembro de 2006
We're gonna burn this city
Na sexta à noite chegou a notícia que o Motomix havia sido cancelado por falta de alvará. Começou minha peregrinação atrás de informações, todas desencontradas. Às 14h do sábado confirmaram: continua (quase) tudo igual. O lugar é o mesmo, mas agora as apresentações seriam em dois dias. Ok. Não vou comentar o caso.

Cheguei umas 20h30 no Espaço das Américas e os portões seriam abertos às 21h. Uma chuva fina caía naquele momento e capas (digo, sacos plásticos) eram vendidas por cinco reais. Uma vez lá dentro, já fui para o palco para guardar um bom lugar. Claro que não bebi o Campari Energy que era distribuído gratuitamente. Desde a primeira vez que o experimentei, numa festa da Circuito, decidi que nunca mais beberia aquilo. Inclusive não conheço pessoa alguma que goste.

As apresentações começaram com o show do Motomix Project Band, que foi interessantezinho nos primeiros quinze minutos, com batidas eletrônicas e graves pesados. Então entraram duas mulheres e um cara com chapinha pra fazer uma espécie de Cansei de Ser Sexy cover. Acabou logo depois, pra dar lugar à Annie.

Essa moça escandinava é muito simpática. Conversou, disse que tinha vindo de longe apenas pra tocar pra gente etc. Não gostei e parece que boa parte do pessoal também não. Ao perguntar "are you having fun?" teve de ouvir um sonoro "nooooo!!!". Foi hostilizada, disse que o show tinha sido ótimo e tirou foto com a platéia.

Durante o próximo show, do Art Brut, percebi que o povo pseudo-indie tinha feito a lição de casa. Sabiam boa parte das letras e conheciam os sucessos (se é que já podem ser chamados assim) dessa banda britânica. O vocalista foi simpaticíssimo e nos deu dicas de relacionamento: "se seu namoro não tá dando certo, desencana e procura outra pessoa", disse com forte sotaque. Também homenageou Sepultura e, ah, CSS.

Esperamos durante meia hora apertados, com muito calor e alguma água que era jogada pelos seguranças. Finalmente a cortina se abriu e o Franz Ferdinand começou tocando "This boy". Seguiram com "Come on home" e "Auf auchse" para chegar no primeiro megahit da noite, "Do you want to". Aliás, é incrível como o FF só tem hits. "São Paulo, do you want to?", perguntou Alex Kapranos, e a galera foi ao delírio. Seis mil pessoas cantando juntas e dançando em todas as músicas.

Se aproximando do fim, tocaram "Outsiders" com o pessoal do Art Brut, a Annie, equipe técnica, os caras do Radio 4 (que seria a próxima atração) e um fã tirado da platéia. O som era muito alto, ao contrário do que acontece na maioria dos festivais de música. Quando começaram com "This fire", todos gritavam e pulavam.

Um teclado foi doado para as pessoas próximas ao palco e depois começou a destruição: foi-se a bateria, jogaram baquetas, palhetas, toalhas e um par de tênis. Por isso que defendo a necessidade de estar no meio das pessoas, o mais perto possível do palco. Fazer parte da muvuca vale cada empurrão. Sensacional.
Elder Costa | 16:14

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