"RG Vogue freqüenta as melhores festas, jantares, eventos, estréias e recepções e faz um registro nada convencional do que aconteceu de melhor", mas RG Vogue nunca veio aqui em casa. Acho que é porque não dou as melhores festas, jantares, eventos, estréias e recepções. Juro que tento: já apareci no Jornal da Globo, mas talvez eu não seja
tendência.
Pra marcar sua posição de satélite do
cool captando todos os sinais daquilo que é realmente
bacana, RG Vogue traz em suas capas grandes personalidades da cultura brasileira. As últimas três edições indicam quem dá as cartas no
jet-set tupiniquim e aqui a gente vê o que é
hype.

Sônia Braga e sua "volta triunfal", Sandy & Junior ("os irmãos mais poderosos do Brasil") e Caetano Veloso "obsceno e visceral como um adolescente" são o retrato daquilo que importa. Nada mais importa, na verdade, mas RG Vogue ainda nos mostrou:
- a pizzaria mais glamorosa (sic) do Rio que lavava dinheiro
- os gurus e futurólogos dos brasileiros poderosos
- a balada predileta de Madonna
- a viúva mais odiada do rock
- as musas inspiradoras dos principais estilistas
- as duas novas musas da tela global
- a música secreta que Franz Ferdinand gravou no Brasil
- as dez modelos negras que mudaram a moda
- Marcos Mion pelado e sem pudor
Adjetivos, como se percebe, são o que há. Por falar no Veloso visceral e adolescente, não sei se RG Vogue transcreveu alguma música do álbum Cê. De qualquer maneira, eu faço o serviço e mostro pra vocês um pedacinho de "Outro", produção do querido baiano.
Você nem vai me reconhecer
quando eu passar por você
de cara alegre e cruel
feliz e mau como um pau duro
Gente, essa revista é um
escândalo. E Caê
se jogou nesse novo CD com cheirinho de Nirvana, hein? Vê só o que ele disse: "Há ecos melódicos conscientes dos Smiths em 'Eu Sou Neguinha'". Vai lá, neguinha!