o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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terça-feira, 10 de outubro de 2006
Dois comentários
Um

Quando fui ver a exposição "Deuses Gregos", na FAAP, pensei em escrever uma crítica aqui, mas meus conhecimentos gregos são nulos e não tenho formação em curadoria de mostras e coisas do tipo. Deixei pra lá. Tínhamos ido eu e mais dois amigos historiadores. Eu, do alto da minha ignorância, achei tudo um tanto jogado e sem sentido, enquanto eles, do alto de sua posição de estudantes, acharam o mesmo. Jorge Coli, na Folha de domingo, resolve a parada: "a atual mostra 'Deuses Gregos' é um pesadelo".

Um recinto quer evocar a "rotonda" do arquiteto Schinkel, local que Hitchcock empregou com gênio em "Cortina Rasgada" (1966). Virou uma saleta cercada por imitações de capitéis coríntios. Outra quer reproduzir um jardim, espécie de "impluvium" doméstico, com samambaias de plástico ou coisa que as valha. (...)

O pior não é a encenação de shopping center, mas o fato de que as obras vêm expostas numa desordem incompreensível.
Isso sem contar com legendas estranhas e erros de português. Um dos pontos máximos da exposição é uma apresentação em Power Point. O resto da crítica, pra assinantes, você vê aqui.

Dois

O atual show de Chico Buarque é muito bom e isso é redundante. O problema é que, há tempos, suas músicas soam quase todas iguais. Do CD anterior, "As cidades", posso dizer que gosto muito de no máximo duas. O atual tem o mesmo problema. Seus fãs incondicionais, no entanto, não se importam.

As mulheres na faixa dos 30, 40 anos têm espamos e dão gritos de "lindo!" no intervalo das canções. O artista sorri. Aplausos no início das músicas, uma orquestra de "ssssss" nos refrões que as pessoas não sabem a letra. Em alguns momentos me lembrou o Domingão do Faustão.

Sobre o Tom Brasil gosto de lembrar que: 1. é longe demais, 2. fica no meio do nada, inacessível a mortais sem carro, 3. tem mesas, 4. tem serviço de bar durante os espetáculos. É o suficiente pra nunca mais voltar, mas daqui a dez anos, no próximo show dele, eu acabarei indo. Espero que até lá ele já tenha decidido cantar apenas a produção sessentista e, é claro, não tenha escrito mais nenhum livro.
Elder Costa | 01:16

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