o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Reparação
Paulo Coelho lançou há pouco seu novo livro, "A bruxa de Portobello". Não pretendo lê-lo pois o pouco que vi em seu blog foi suficiente para não me interessar, eufemisticamente falando. Mas existem livros como "Reparação", do inglês Ian McEwan, que é daqueles poucos que você termina e sabe que acabou de ler algo inominável. Tem gente dizendo que é o melhor da década até agora.


O romance é de 2001 e, entre idas e vindas, só consegui pegá-lo pra valer agora. Conta a história de uma garota de treze anos cuja vida passa por uma reviravolta após ela ter visto sua irmã mergulhar na fonte de casa enquanto discutia com o filho da empregada. Aquela única (e até mesmo simples) cena teve uma importância tamanha para a garota, que muda não só seu futuro como o de várias pessoas à sua volta.

Dali, num dia quente e sufocante no interior da Inglaterra, passamos para a Segunda Guerra Mundial e a busca pelo reencontro de dois amantes. As cenas são narradas de forma que quase sentimos os tremores causados pelas bombas que caíam sobre a França. Então pulamos para Londres, onde passamos a viver o cotidiano de um hospital às vésperas da chegada dos soldados vindos do campo de batalha.

Por fim, a grande pergunta que o livro faz: podemos reparar erros do passado? E, se podemos, como fazê-lo? Talvez num momento de desespero ou no fim da vida tenhamos de passar os fatos a limpo. Ou então, o que aconteceu torna-se insuportável e queremos mudar as coisas a todo custo. Mesmo assim, às vezes somos enganados por aquilo que vemos ou pensamos. Vários julgamentos que o leitor possa ter feito talvez mudem ao chegar no fim do livro. É uma história brilhante sobre culpa, desculpas, verdades e mentiras e, mais que isso, sobre o poder da literatura.
Elder Costa | 02:05

Comentários:
Ah, no nível de Efeito Borboleta 2, hehehe :-P
Beijo elderrr
Anonymous Anônimo | 12 outubro, 2006 20:11  
AHHHH!!!! ela comparou um vencedor do booker prize com efeito borboleta!! não, não!!!

hakjdalhkffg... (cabeça sendo batida no teclado)
Anonymous Anônimo | 12 outubro, 2006 23:02  
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