o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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domingo, 18 de junho de 2006
Quanto custa?
O novo monólogo de Michel Melamed e segundo espetáculo de sua trilogia brasileira, Dinheiro Grátis, nos mostra que o dinheiro pode sim comprar tudo. A platéia, dividida em dois grupos – civilização e barbárie – interage com o espetáculo o tempo todo, participando de todos os leilões que Melamed promove ao longo do espetáculo.

Desde o início, o ator assume a postura de uma espécie de humorista, promovendo algo que se assemelha a uma stand-up comedy. Rapidamente a platéia entra no clima deste formato de fácil aderência, e então começa a pancadaria. Sutilmente, vamos sendo conduzidos a uma visão extremamente crítica, sarcástica e bem-humorada sobre a sociedade vendida em que vivemos. E nós, o público, classe média-alta freqüentadora de teatro, começamos a nos enxergar nas situações propostas que ele conduz com maestria e irreverência.

Longe de ser maniqueísta ou revolucionário, o objetivo do espetáculo não é apontar soluções ou servir de estopim para qualquer tipo de movimento. Essa ingenuidade passa longe da genial concepção da peça. O objetivo é realmente colocar o dedo numa ferida exposta e nos mostrar que, apesar dos curativos que colocamos, ali ainda há uma ferida que sangra muito. E Melamed consegue.
Maurício Alcântara | 15:05

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