o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

outros blogs
breve-brevíssimo
boulevard des capucines
cinismo cotidiano
depósito
diário de olinda
diário do porto
me exorcisa
pingüim de cócoras
sagomadarrea
subverso
a vida en-cena
yudsen

mais recentes
A Noite Antes da Floresta
Placenta
As Mulheres da Minha Vida
Garotos de Aluguel
Coletivo lançando tendências
Spa
Não venha me procurar
Anti-social
O calhau é uma espécie de lado B da mídia. Designa...
Eu conheço alguém que...

arquivos
junho 2005
julho 2005
agosto 2005
setembro 2005
fevereiro 2006
março 2006
abril 2006
maio 2006
junho 2006
julho 2006
agosto 2006
setembro 2006
outubro 2006
novembro 2006
dezembro 2006
janeiro 2007
fevereiro 2007
março 2007
abril 2007
maio 2007
agosto 2007
setembro 2007
outubro 2007
novembro 2007
dezembro 2007
janeiro 2008
fevereiro 2008
março 2008
abril 2008
maio 2008
junho 2008

 
terça-feira, 9 de maio de 2006
No day but today
Em 1996 estreava na Broadway um espetáculo diferente das dezenas de outros musicais em cartaz naquela região. Não tinha primor tecnológico, nem figurinos mirabolantes, nem efeitos especiais arrebatadores. Não havia trocas de cenários e nem celebridades em cena. Era Rent, de Jonathan Larson, uma versão rock'n'roll da ópera La Bohème, de Giacomo Puccini.

O espetáculo transportava para a Nova Iorque pós-moderna os artistas boêmios de Puccini, com foco sobretudo na questão da AIDS, que até então era uma doença pouco conhecida pela ciência e que dizimava e apavorava sobretudo a classe artística e boêmia das grandes metrópoles do mundo - em São Paulo, por exemplo, o Teatro da Vertigem apresentava naquele mesmo ano o Livro de Jó, peça também concebida para levantar a questão da doença, e que foi encenada em um hospital desativado.

Simples, sincero, sensível, emocionante, divertido, empolgante e marcante, Rent já está há 10 anos em cartaz e já recebeu montagens ao redor de todo o mundo (inclusive em São Paulo, em 1999), e ano passado foi adaptado para o cinema pelo diretor Chris Columbus, responsável pela adaptação para o cinema de dois episódios da saga Harry Potter. A estréia nos cinemas brasileiros (com o subtítulo porco "Os Boêmios"), depois de adiada várias vezes, está prevista para o final de maio.

O filme está belíssimo. A adaptação é totalmente fiel à peça, inclusive com boa parte do elenco original da primeira montagem da Broadway. Quase todas as músicas se mantiveram, intactas, os diálogos foram bem constituídos, a linguagem cinematográfica não está conflitando em nada com a linguagem teatral e o resultado final é um blockbuster da maior qualidade, que certamente fará com que muita gente saia dos cinemas chorando, emocionados. Imperdível.
Maurício Alcântara | 13:09

Comentários:
Postar um comentário