o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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terça-feira, 9 de maio de 2006
A Noite Antes da Floresta
Adoro as sinopses do Guia da Folha porque eles sempre são bastante coesos e completos e nos estimulam bastante a ver as peças e filmes. Por exemplo, para a peça A Noite Antes da Floresta, de Bernard-Marie Koltès e em cartaz no Espaço dos Satyros Um, a descrição é basicamente "No texto de 1977, um homem ensopado pela chuva tenta se comunicar com outro homem na rua.".


A peça é muito mais que isso. No monólogo, um homem atordoado pelo mundo em que vive, um estrangeiro, como ele mesmo se define, conversa com uma pessoa na rua, tenta convencê-lo a tomar um café. Qualquer pessoa da platéia poderia ser seu interlocutor invisível. Ao tempo em que ele conversa com uma pessoa, ele está na verdade conversando com a platéia. A angústia de encontrar alguém que o compreenda e que dê ouvidos às suas idéias, ideologias e impressões sobre o mundo é o ponto mais marcante deste denso espetáculo, e acredito que é praticamente impossível assistir ao espetáculo sem se identificar de alguma forma com a sensação de solidão que ele transmite.
Maurício Alcântara | 13:05

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