Do you know where your teenager is at five o'clock in the morning? The after-hours club. The clubs attract thousands of Chicago area young people. Some say they come looking for drugs, dirty dancing and pounding techno music. (...)
It's 5 a.m. Do you know where your children are? But things are changed. Today the question for parents is "it's 10 a.m., do you know where your children are?".
Era 2004 e eu disse que nunca mais voltaria ao Skol Beats. Aquela tinha sido, pra mim, a pior edição do conhecido evento de música eletrônica. Tomou proporções inacreditáveis, poucos nomes que realmente me interessavam, choveu, celulares pararam de funcionar... No ano passado realmente não fui, mas quebrei a promessa na última quinta-feira e comprei meu ingresso pra edição 2006, mesmo porque disseram que em 2005 as coisas funcionaram melhor.
Hora a horaCheguei ao Anhembi por volta das 20h30 e não peguei fila. Consegui minha amostra grátis de "Beats - O pirulito da balada" e resolvi tirar um dia pra entender a relação entre pirulitos e festas noturnas. (o confeito, com sabor guaraná, é bom) Rapidamente fui reconhecer a área e percebi que as tendas ficaram melhor posicionadas, mas ainda longe do palco principal. Problemas que não dá pra resolver mesmo.
O novo palco Tribe, do núcleo de festas homônimo, era uma espécie de atração da Disney com sua entrada de luzes verdes, árvores e areia. Lá, um homem tocava cítara. Imaginei o que os fãs de psy fariam no ponto alto da noite, sem lama mas com cascalho. Confesso desconhecer qualquer coisa daquele estilo.
Enquanto as pessoas não chegavam, fui ver o Loco Dice na tenda The End. Percebi braços se mexendo animadamente na DJ Mag, ao lado, e resolvi conferir o set de Martin Solveig. "Song 2", do Blur, tocada umas cinco vezes. Bombação pouca é bobagem, mas foi divertido.
Ouvi um pouco do Makoto na antiga Movement, atual Marky & Friends, e me lembrei que, no começo, gostava muito de drum'n'bass. Hoje acho meio chatinho. Repetitiva, essa tal de música eletrônica. O Tiga tocava naquele mesmo horário e, bem, sem muitas novidades. Outra ida à passarela do samba e já estava bem mais lotado. Quero ver o LCD Soundsystem.
Gil Bárbara tocava no Outdoor Stage (ops, Skol Live Stage) e, por motivos ainda não revelados oficialmente, segurou a apresentação por mais 35 minutos enquanto a banda de James Murphy não subia no palco. Gostei do que vi, com direito a "Funkytown" e "White Horse".

Há dois anos fui ao Sónar aqui em São Paulo e perdi a apresentação do LCD. No mesmo momento estava escutando outras coisas interessantes e também nem conhecia direito a banda. Tinha ouvido algumas músicas mas parava por aí -- eles nem tinham lançado o CD. Desta vez decidi que não ficaria sem ver o show e comprei o ingresso basicamente por isso. Resultado: foi bacaníssimo.
Apesar das milhares de pessoas que estavam ali esperarem por outra atração, muita gente se animou e era possível ouvir comentários como "não conhecia, mas achei muito legal". De qualquer forma, ainda penso que é um típico caso de funcionar melhor em lugares menores.
Sair da frente do palco naquele horário era algo quase impossível. Pessoas gritavam, a turba ensandecida de 30 mil fãs chegava para o show do Prodigy enquanto uns poucos queriam voltar pras tendas. Foi o grande momento perrengue da noite, com direito a empurra-empurra e ameaças de briga. Levei aproximadamente cinco minutos pra andar 30 metros. Uma grande procissão chegava pelo sambódromo. Claro, acabei não vendo esse show.
Por volta das 4 horas decidi voltar pra casa. Tinha acordado às 6h no dia, faltava tempo pro Plump DJs se apresentar, o Murphy, o Cohen e o Mau Mau eu sempre poso ver no Lov.e... Fiquei um pouco chateado por sair cedo, mas era melhor que passar frio ou dormir em pé numa pista qualquer.
Impressões GeraisDe 2004 pra 2006 a organização melhorou muito. Meu único problema foi a saída do palco, mas como enfrentar milhares de pessoas chegando num lugar de onde você tá se retirando? O som, pra variar, pode melhorar. O Tostex podia vender um queijo quente por menos de 10 reais. No geral, fiquei satisfeito.
É lugar-comum dizer que o Skol é pop. Cada vez tenho visto menos cybermanos e mais gente Vila Olímpia. Será que nos próximos anos teremos o Lasgo como atração principal?
Uma menina olhava seu line-up personalizado durante o set do Tiga: o próprio, LCD Soundsystem, Prodigy, Cansei de Ser Sexy com Camilo Rocha. Passava as mãos pelo cabelo, meio que sem saber o que fazer. Tive essa mesma sensação muitas vezes.
Tem muita gente, muitas coisas pra ver e fazer. Você precisa ignorar os sem-noção, tentar ouvir o set daquele DJ que você gosta, enfrentar filas... Talvez ficar perdido seja normal. Pensei muito nisso.
Sai de lá um pouco deprimido.