o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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domingo, 21 de maio de 2006
Duas noites, dois filmes
O Código Da Vinci

Em Cannes, riram. No New York Times, não recomendaram. Pois eu não achei "O Código Da Vinci" um filme tão ruim como foi pintado pelos críticos. Acho que tivemos aí um pouco de má vontade, aquela coisa de ter sido baseado num livro reconhecidamente ruim, etc. Porque convenhamos: o livro não é uma obra-prima literária. Não passa de uma receita de bolo e, mais interessante, altamente cinematográfica.

Ao lê-lo, eu imaginei as cenas como num filme. O texto tem muita ação, perseguições, reviravoltas... Todas essas coisas que a gente vê e gosta numa produção de ação e/ou suspense. E é bizarro que o maior lançamento do ano não tenha nenhum pouco de ação e/ou suspense. Tá, na verdade tem duas ou três cenas com mais emoção, mas pára por aí. Tem-se muito didatismo, cenas um tanto estranhas em flashback e muitas conversinhas para os não-iniciados.

Também esperava mais imagens sensacionais de Paris e Londres. As duas cidades são bonitas e o filme é locado em lugares tão simbólicos que não poderia ser diferente. É, foi diferente. A cidade-luz é mais bem ilustrada em "Antes do Pôr-do-Sol" e ouso arriscar que a capital inglesa aparece mais nos "Harry Potter". Concluo que "O Código..." é para ser visto uma vez, ou talvez duas, pra relembrar daqui a 10 anos.

Herencia

Enquanto o Mombojó tocava no Sesc Pompéia, saí de lá em direção ao Reserva Cultural para ver algo em plena madrugada. Esses dois lugares estão entre os vários que participaram neste fim-de-semana da Virada Cultural, aquele evento baseado nas Noites Brancas parisienses.

(Confesso que fiquei surpreso com o numeroso público em ambos lugares que visitei. Não esperava que muita gente decidisse sair de casa com a temperatura próxima dos 15ºC pra passar a noite em claro vendo peças e filmes ou simplesmente tomando sereno e conversando.

No Sesc houve mini-apresentação de "A Noite Antes da Floresta", já comentada aqui no Coletivo, shows e uma exposição interativa que em certo momento serviu pra nos brindar com menos 50 anos de terapia. No Reserva ouvíamos umas coisas meio brasileiro-étnico-macumbáticas enquanto tomávamos café ao lado do cara das Casas Bahia -- "quer pagar quanto?!?")

Depois de muito discutir pra escolher um título, vimos "Herencia", um argentino "em pré-estréia". Qual não foi minha supresa ao descobrir que esse filme é de 2001... Fala sobre a busca: por alguém, pelo amor, por um sentido na vida. Tem certos clichês, mas o resultado final é bom.
Elder Costa | 17:43

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