o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Últimos dias
"Last days", de Gus Van Sant, finalmente será lançado no Brasil. O DVD chega às lojas em março com o nome "Últimos dias" e provavelmente alguns fãs de Kurt Cobain vão querer assisti-lo. Os fãs do diretor e cinéfilos em geral já o viram no Festival do Rio, em 2005. Minha dica, incauto grunge, é: tome bastante café para não dormir durante a exibição. O filme anterior de Van Sant, "Elefante", vinha recheado de longas cenas mostrando o céu e as nuvens, mas ainda era bacana.


Em "Últimos dias" ele não se cansa de mostrar as árvores. E, no meio delas, Kurt, digo, Blake andando e emitindo grunhidos. Blake faz parte de uma banda de rock e foi inspirado no líder do Nirvana. Como tal, também morre – e passamos boa parte do filme torcendo para que ele se mate logo. Sua presença é incômoda pois ele quase não fala e apenas emite ruídos que, vez ou outra, parecem alguma frase. Além disso, ele é tratado como uma peça da banda e só.

Aparentemente, seus colegas não se importam com o fato dele andar pela casa com roupas femininas, ou dele estar visivelmente drogado, ou dele cair no chão sem energias (essa cena específica deve durar três minutos enquanto ele é puxado pela gravidade).

Essa premisa é interessante pois estamos vendo um personagem simbólico dentro de um morto-vivo, a poucos dias (horas? semanas?) de se suicidar. Michael Pitt, destaque, é o próprio Kurt. Eu realmente esperava mais do filme, mas é apenas um ótimo sonífero. Gus Van Sant acidentalmente iconoclasta?
Elder Costa | 00:31

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