o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Borat
O humorista Sacha Baron Cohen tem um programa de TV nos Estados Unidos onde é, entre outros personagens, Borat. Dizem que esse personagem foi inspirado num repórter turco que mantém um site pessoal bizarro. Ele, Borat, é a estrela do filme homônimo, cujo subtítulo em português é "O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América". Como você desconfia, Borat vem daquele país e sua viagem pelos EUA é o mote. O trailer é engraçado e fiquei animado para ver o restante. O resultado foi uma certa decepção.

Sim, "Borat" tem alguns momentos ótimos, mas nada que justifique a gritaria dos críticos americanos o incensando. O repórter é enviado do Cazaquistão para aprender um pouco mais da cultura americana e, com isso, trazer benefícios ao seu país – essa é a tradução literal do subtítulo. Começa em Nova York e resolve ir até a Califórnia em busca de Pamela Anderson depois de tê-la visto na TV.

Nesse road movie, conversa com todo tipo de americano médio contando sobre o cotidiano cazaque e mostrando toda sua surpresa com as diferenças entre a América e seu país. Canta o hino do Cazaquistão (falso) num rodeio onde diz que "nós apoiamos que os americanos destruam o Iraque até não sobreviver nem um lagarto lá", vai a jantares com a elite, conversa com feministas, faz amizade com gays e come queijo com um ex-congressista.

Teoricamente nenhum dos "personagens" sabia a verdade sobre o filme e, se for isso mesmo, ponto para os envolvidos. Não deve ser fácil colocar Pamela Anderson num saco e tentar seqüestrá-la. Em outra cena, três jovens universitários bêbados soltam todos os machismos possíveis em cinco minutos e depois do lançamento processaram os responsáveis. Já perderam a ação.

Poderia ser bom, mas é fraco. Não estou criticando os comentários sobre o Cazaquistão pois aquele país pouco me importa. Inclusive achei tosca a briga arranjada pelo governo cazaque com os produtores do filme. Acho que o maior problema é a necessidade de se fazer comédia com tudo aquilo que é politicamente correto, ou ainda fazer uma comédia politicamente incorreta.

Bom era quando as comédias eram puramente escrachadas, sem se importar em falar mal dos judeus, dos não-americanos, dos americanos ou de qualquer outro. Falta graça numa fita pretensiosamente humorística. Dura 80 minutos, mas poderia ser reduzida a 30 ou talvez um pouco menos.
Elder Costa | 00:54

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