o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Sobre bebês e mortadelas
A propaganda é um universo mágico e fascinante que aquece os coraçõezinhos dos publicitários serelepes que trabalham em média 16 horas por dia nos maravilhosos e deslumbrantes sweatshops da criatividade infinita. Destes ambientes ultradescolados saem sempre campanhas maravilhosas, inteligentes, intrigantes e de bom-gosto.

É o caso do outdoor de uma marca de mortadela que vi esta semana. O slogan é lindo: Nada como um abraço bem gostoso no Natal. E na imagem, bem, um lindo bebezinho meigamente travestido de bom velhinho, abraçando afavelmente... uma mortadela.

Pois bem. Eu sou publicitário, e só de olhar para aquilo comecei a imaginar como deve ter sido o processo de criação desta pérola. Certamente tudo começou pelo briefing do cliente: ele queria fazer uma campanha de Natal que humanizasse a imagem da marca, além te ter um forte apelo emocional. Por isso, não houve dúvidas: escolheram utilizar um bebezinho vestido de papai noel.

Então veio a parcela de criatividade do redator, que possivelmente devia estar bastante carente e desmotivado, precisando de um abraço. Só que o conceito brilhante do abraço jamais seria aprovado se não houvesse um vínculo com o produto. E não houve dúvida: vamos colocar o bebê abraçando uma mortadela!!

Então veio a produção do anúncio, começando pelo casting. Logicamente havia a preocupação de fazer a escolha da protagonista ideal: aquela bonita, rechonchuda e corada, para que chamasse bastante atenção e alavancasse as vendas aos céus. Então a colocaram ao lado de um lindo bebezinho.

O diretor de arte se certificava que aquela obra-prima estava dentro dos padrões da identidade da marca. A mãe (da criança) orgulhosa de ver seu bebê-mortadela sendo fotografado para uma propaganda. O cliente feliz da vida porque finalmente com este anúncio genial ultrapassaria seus concorrentes. E o redator, coitado, devia estar lá na agência implorando por um abraço ou tomando um vidro de prozac.
Maurício Alcântara | 19:18

Comentários:
Realmente, o mundo da propagando sempre me fascinou.
Anonymous Anônimo | 04 dezembro, 2006 19:27  
de vez em quando eu tomo prozac,
(mas eu ganho (mal) pra isso.
Blogger Fabrício Muriana | 05 dezembro, 2006 11:28  
vc queria que ele abraçasse um presunto?
Anonymous Anônimo | 05 dezembro, 2006 22:46  
nao paro de rir!
quero mais!
- Olivia
ps: a melhor propaganda de radio foi justamente da marba: imaginem.. voz de mulher... falando mor-ta-de-la... e vai acelerando como um trem.... ai qdo ela ja ta no ritmo... toca o sinal do "trem" - MARBA!.... huahauhau a melhor!!
Anonymous Anônimo | 19 dezembro, 2006 15:51  
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