o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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domingo, 16 de abril de 2006
Filmes do Feriado
Árido Movie é um filme interessante. Com uma fotografia péssima e com uma trilha sonora óbvia, conta a história de um jornalista paulistano que viaja para o Recife para o velório de seu pai, e acaba deparando com diversas questões locais: coronelismo e disputa de poder, pobreza, discriminação, falta de água e religião, entre outros. Poderia ser um filme chato e em vários momentos beira este abismo. O tom do filme, que poderia ser denso e cansativo, é suavizado pelas divertidas e dispensáveis aparições dos amigos do protagonista, que compõem o “núcleo maconheiro” do filme. Mas apesar de tudo, é sim um filme bem bom.

Dr. Fantástico ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb) de Stanley Kubrick é uma comédia de humor negro genial. Filmado em 1964, é uma deliciosa crítica à guerra fria, e conta a história de um ataque nuclear à Rússia que é autorizado por engano. A diversão fica por conta da satirização da incompetência, da prepotência e da paranóia dos Estados Unidos. A história se divide em três cenários: a Sala de Guerra, onde o presidente dos EUA se reúne com seu alto escalão para buscar uma solução diplomática para a crise, o apertado avião americano em solo russo que carrega dois mísseis nucleares, e a base militar de onde o General Jack D. Ripper ("Jack, o Estripador") ordenou o ataque antes de se suicidar. Filme obrigatório.

Gritos e Sussurros de Ingmar Bergman é um exemplo excelente de filme enquanto arte em sua essência. Conta a história de uma empregada e duas irmãs que vivem reclusas em uma casa enquanto cuidam da irmã enferma à beira da morte. É um filme claustrofóbico e incômodo que, através de seus planos longos e silenciosos, revelam as expressões e sentimentos das personagens através de seus semblantes. Atuações ótimas com direção brilhante, mas o que mais me chamou a atenção foi sem dúvida alguma a fotografia belíssima, primorosa, com seus vermelhos intensos e suas composições sólidas e simétricas. Na imagem acima, uma pietá absurdamente humana, em uma das cenas após a morte da irmã enferma.
Maurício Alcântara | 14:37

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