o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

outros blogs
breve-brevíssimo
boulevard des capucines
cinismo cotidiano
depósito
diário de olinda
diário do porto
me exorcisa
pingüim de cócoras
sagomadarrea
subverso
a vida en-cena
yudsen

mais recentes
Diálogos do cotidiano
Eu prometo
Cleide, Eló, Pêras, Aldeotas e Gero Camilo
Diálogos do Cotidiano
Marcas marcantes
Cheira mal
A Casa dos Budas Ditosos
North american scum
Sai Simone, entra A Glória
Diamante de sangue

arquivos
junho 2005
julho 2005
agosto 2005
setembro 2005
fevereiro 2006
março 2006
abril 2006
maio 2006
junho 2006
julho 2006
agosto 2006
setembro 2006
outubro 2006
novembro 2006
dezembro 2006
janeiro 2007
fevereiro 2007
março 2007
abril 2007
maio 2007
agosto 2007
setembro 2007
outubro 2007
novembro 2007
dezembro 2007
janeiro 2008
fevereiro 2008
março 2008
abril 2008
maio 2008
junho 2008

 
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
A rainha
Gosto muito de tramas políticas. Sou fã, por exemplo, de "The West Wing", a série que se passa nos bastidores da Casa Branca. Na mesma linha, "A rainha", de Stephen Frears, mostra o que aconteceu (ou deve ter acontecido) no Palácio de Buckingham nos dias que se seguiram à morte da princesa Diana.

A rainha Elizabeth II decidiu que o governo não se envolveria com o caso pois Diana não era mais membro da família real. Além disso, tratava-se de um assunto delicado que precisava ser tratado apenas pelos parentes dela. Todos também sabemos que a amizade das duas não era exatamente forte.

Elizabeth passava por um momento complicado de seu reinado. Pela primeira vez em vários anos um trabalhista estava chegando ao poder: Tony Blair tornava-se primeiro-ministro com idéias pouco ortodoxas para o establishment britânico e, além disso, sua mulher é uma conhecida anti-monarquista. A morte do nome mais popular da realeza não poderia ser pior.

Apegada às suas crenças, a rainha vai para um castelo longe de Londres com marido, mãe e netos. Blair decide falar à nação em nome do Parlamento e torna-se mais popular que antes. Elizabeth tentava não acreditar que o povo realmente estava se importando tanto assim com a princesa.

A mensagem não foi captada com velocidade por Sua Majestade. Ou talvez até tenha sido, mas as instituições a levaram a mascarar essa idéia. Temos então o conflito do filme entre Elizabeth e Blair. Ele aparentemente tentava ajudar a monarquia enquanto ganhava o bônus de se mostrar de acordo com os desejos do povo.

Provavelmente esse é o ponto mais interessante do filme, pois a imagem que temos da rainha é de uma pessoa forte, decidida e que passa por cima de todos os obstáculos sem maiores problemas. Na produção, ela é mostrada então como uma pessoa normal, que tem de resolver problemas levando em consideração desde o histórico secular da monarquia até as ânsias do povo.

Me lembro bem que naquele dia a notícia foi dada com ênfase até do outro lado do oceano, no Brasil. Salvo engano, havia um jogo de futebol na Globo e Galvão Bueno (veja só) anunciou, quase com lágrimas nos olhos, a morte de Diana. Ela sempre tinha sido um fenômeno midiático e agora tornava-se praticamente uma figura santa.
Elder Costa | 16:36

Comentários:
Elder voltou.
Blogger Leca | 13 fevereiro, 2007 14:10  
Elder.
Gosto da tuas opiniões, mas nessa crítica você esqueceu de dizer (quaisquer que sejam).
Enfim, pro próximo filme.
Blogger Fabrício Muriana | 16 fevereiro, 2007 11:35  
1- Glória Maria, a musa inspiradora do maior site de cultura, esteve presente nesse filme.

2- O sub-título poderia ser "Tony, o Primeiro Ministro camarada".
Anonymous Anônimo | 16 fevereiro, 2007 16:54  
Postar um comentário