o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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sábado, 11 de março de 2006
Homem com cara vermelha
O perrengue


Ingressos caros vendidos antecipadamente. Cambistas na porta dizendo que "o tal do Tïesto" vai tocar logo mais. Empurrões, falta de respeito, casa fechada à 1h, gritaria e gente mal-educada -- parecia até, como bem disseram, uma micareta. Onde foi parar o "4º melhor clube do mundo segundo a revista Mixmag"?

Quem sabe, sabe: nunca foi fácil entrar, se manter lá dentro ou sair do D-Edge mesmo em noites sem atração especial. Na última quinta-feira foi diferente, foi pior. O top dos tops, Laurent Garnier, fez sua única apresentação (aberta) em São Paulo naquele dia.

Apesar de ter chegado cedo, levei uma hora pra conseguir entrar e posso considerar esse um tempo recorde. A pista foi lotando até beirar o insuportável e algumas vezes passou dessa barreira. Já falei que tinha gente mal-educada que não parava de andar, que aspergia bebida e que, às vezes, ficava parada em rodinhas conversando? "Oi, amigo! Quanto tempo! E a sua família, como é que vai?".

Fui precavido e me vacinei contra muvucas e mega-perrengues, mas mesmo assim perdi a paciência algumas vezes. Não dá pra curtir a música se alguém te empurra e passa com a namorada, namorado e mais sete amigos, de mãos dadas pra não se perder. Aposto que pessoas gostaram porque a balada tava bombada, não é mesmo, minha gente? "Inferno" era o que eu pensava. E se pegasse fogo não sobraria um.

O mito


Já ouvi sets melhores, mas vê-lo ao vivo nunca é demais e sempre é um prazer. Digo, é um prazer se não tiver alguém na sua frente comentando com os amigos que "o D-Edge é superdivertido". Tentei ignorar o público e me ater ao que importava: o som que saía (meio abafado) das caixas.

No começo a agulha pulou e o som acabou. Arrumaram, trouxeram um CDJ novo e pronto. Como era de se esperar, foram três horas e meia de uma pequena viagem musical. Ele tocou de tudo um pouco, passando por techno, electro, house, minimal, breakbeat, drum'n'bass, rock...

Rolou New Order, The Doors, The Cure (numa versão do Nouvelle Vague, eu acho), um ou outro clássico eletrônico (tipo "Can You Feel It") e, no meu momento emocionante, "The Man With The Red Face". Mãos para o alto, pessoas cantando junto e o francês tirou os fones pra dançar. Pelo Laurent foi ótimo, mas poderia ter sido fantástico.
Elder Costa | 15:21

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