o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.
nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.
em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.
Num misto de preguiça e falta de dinheiro crônica, por enquanto só vi dois filmes na Mostra. Hoje ainda tive direito a meia hora de fila (com meia hora de atraso da sessão) no Cinesesc. Pra categoria recorde, contabilizo o esgotamento dos ingressos pra "Control": dez horas antes do filme começar já não havia entradas no Espaço Unibanco.
1. "Morte do Presidente" era um que eu tinha curiosidade mórbida (com o perdão do trocadilho) desde que ouvi falar, no ano passado. Trata-se do documentário que explica com todos os detalhes a morte de George W. Bush e a investigação que se deu após o incidente. O presidente morreu assassinado em Chicago, no dia 19 de Outubro de 2007. Por acaso, a data em que vi o filme.
2. Parece que os críticos brasileiros combinaram de todos falarem mal de "Sonhando Acordado", novo do Michel Gondry. Após ter ficado um tempinho no sol senegalês de hoje e ter me deliciado com a segunda fileira do cinema, posso dizer que gostei do que vi. Com exceção do título traduzido (que, como se não bastasse ser ruim, é repetido), é bem bom. Eu gosto do Michel.
Gostei do Science of Sleep, mas acho o mais fraquinho dele entre os últimos. Vi pelo computador mesmo, que, antes da mostra, não tinha perspectiva de quando ia chegar. O próximo parece que vai ser fodão. Vi o novo do Tarantino, e um brasileiro, chama Estômago. Duas baita escolhas da mostra.