o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
TFP
E ontem a prefeitura fechou a Galeria do Rock. Na última semana foram fechadas algumas baladinhas também. Em comum, todas são (eram) freqüentadas por roqueiros, indies, mini-punks, gays, emos, alternativos e todo tipo de gente estranha. As razões para as autuações ficaram no roteiro "segurança-prostituição-barulho".

Imagino que o senhor aposentado e a senhoura viúva dos Jardins não gostem da algazarra dos jovens que vão ao Atari, por exemplo. Então, no sábado à noite, cansados do tumulto, ligam para o Psiu e dormem felizes.

- Ei, mas não tem muita gente morando perto da Galeria!

Pode ser mania de perseguição, mas é muito estranho que esses lugares sejam sempre o alvo de denúncias. E mais: tudo acontece num pequeno espaço de tempo. Será que a prefeitura teve um acesso de moralização? Há muitos bares espalhados por cantos distantes da cidade que, com certeza, não funcionam dentro da lei. Por que os funcionários do Psiu não vão na periferia fechá-los?

Começo a acreditar que existe uma população ávida por higienização na cidade. Então o governo fecha baladas ditas sujas, cria rampas anti-mendigo e instala o regime da igreja, família e tradição. Toda cidade precisa de lugares feios freqüentados pela juventude. Senão seríamos um grande Higienópolis, com suas árvores, cachorros, idosos e prédios cult caríssimos.
Elder Costa | 19:39

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