o coletivo é, acima de tudo, um compêndio do moderno, da necessidade do consumo e da modernidade absurda.

nós somos contra o laico, o neutro, o morno. por isso, a glória está em nosso altar. a glória é um ícone do paganismo, a glória é polarizante, a glória é quente. a glória é uma nova tendência global.

em tempos em que o minimalismo está em voga, trazemos um pouco de vazio para a comunidade que carece de um pouco de abstracionismo barato.

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domingo, 5 de fevereiro de 2006
Três críticas
Já que o assunto é cinema.

Boa Noite e Boa Sorte

Depois de um dia de trabalho duro (?) e cansativo, esperava dormir durante a exibição de um filme em preto-e-branco que fala sobre política, história e liberdades individuais. Muito pelo contrário, me mantive acordado e animado. Esse é um daqueles filmes que são ótimos e você vê muito de vez em quando.



Quero lembrar que, pessoalmente, o considerei ótimo. Sei que os temas abordados na história não são muito bem recebidos pela grande maioria da população mais interessada em comédias ou dramas simples. Por um acaso, essa mesma população é levemente criticada numa passagem da produção de George Clooney.

Baseado em fatos reais, ele mostra a luta de um apresentador da CBS contra o senador McCarthy, que então promovia a "caça às bruxas", procurando comunistas e traidores da pátria onde eles não existiam. Na verdade, quem fosse contra as idéias macartistas era taxado de comunista.

Qual procuração o jornalista tinha para dizer às pessoas que McCarthy estava errado? Não seriam ele e seus colaboradores todos comunistas? Que direito o senador tinha em atacar pessoas quase aleatoriamente? Quem disse que ele era o dono da verdade?

No meio de toda a discussão sobre ideologias e liberdades, surge outra, que também persiste até hoje: a televisão poderia ser usada para ensinar algo útil às pessoas. O programa da CBS perde seu principal anunciante e é transferido do horário nobre para as tardes de domingo. O chefão da CBS diz que as pessoas querem entretenimento, e não política...

Cinemark Iguatemi



É idêntico aos outros Cinemarks, mas mais caro. Quatro lances de escadas iluminadas e espelhadas nos levam ao hall decorado por João Armentano, com muita madeira, folhas, sofás, TVs de plasma e mesas. Uma janela (adoro janelas) abre a vista para o Clube Pinheiros e, de um lado, os prédios da Faria Lima e Tucumã e, do outro, os da Franz Schubert e Hungria.

A young beautiful people paulistana e a não-tão-young passeiam com suas calças caras pelas mesinhas e comem pipoca ou bebem café Suplicy enquanto o sistema de alto-falantes não anuncia a abertura da sala. Ao fundo, o quadro do tamanho da parede mostra uma cena clássica do cinema.

Vale a experiência antropológica de ver menininhas de 13 anos segurando sacolas Emporio Armani e vestindo jeans Diesel. Quanto ao café, fuja. Não é bom como o da loja na Lorena.

O Segredo de Brokeback Mountain

Tive um problema: entrei no cinema pensando que veria o "western gay" do Ang Lee. Essa situação me causou certo desconforto, do tipo sempre pensar que algo estava acontecendo porque, mais cedo ou mais tarde, eles ficariam juntos. Devido a isso, achei as cenas com cavalos e ovelhas meio forçadas, como numa afirmação de machismo, mas confesso que foi só por isso mesmo.



O amor surge da convivência dos dois cowboys, sozinhos na montanha. Assistimos ao nascimento e crescimento da amizade, até que um dia... Ennis não queria: "não sou gay", falou. Mesmo assim entregou-se ao sentimento que sentia por Jack, que também disse não gostar de homens. Findo o trabalho, voltam às suas vidas, se casam, têm filhos... Quatro anos depois se reencontram e o amor é o mesmo.

Será? Um deles passa a ter um sério problema de auto-conhecimento enquanto o outro, pra mim, só tinha fogo no rabo. Muitas discussões surgiram do filme. É um pouco estranho ver esse amor "real" entre dois homens, pois não é algo comum nas ruas. Se fosse um casal heterossexual com história, desfecho e problemas parecidos, teria sido menos diferente e menos tocante.
Elder Costa | 13:39

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